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Dissertação de Mestrado

Resumo

Essa dissertação é constituída de um ensaio teórico e um estudo empírico tendo como tema os efeitos da inserção financeira internacional sobre a volatilidade de variáveis macroeconômicas como as taxas de câmbio e juros nos países periféricos. No plano teórico, desenvolvido no primeiro capítulo, partimos de uma teoria qualitativa da moeda para caracterização de dois espaços monetários; um espaço doméstico, onde o Estado nacional atua como regulador, e uma esfera internacional, onde outros fatores determinam a aceitação das moedas. Dessa forma, são caracterizadas duas estruturas de hierarquia monetária que interagem através das trocas de ativos financeiros entre residentes e não-residentes. A hipótese que permeia a análise é que a exposição de países de moeda fraca à livre negociação de divisas traz como conseqüência grandes variações das taxas de câmbio e de juros.

Na parte empírica de nosso trabalho, desenvolvida no segundo capítulo, tentamos avaliar a relação entre o padrão de integração financeira e a volatilidade das taxas de câmbio e de juros. Em um primeiro momento, faremos uma análise da intensidade e da qualidade da integração financeira de oito países, quatro latino-americanos; Argentina, Brasil, Chile e México, e quatro asiáticos; Coréia, Índia, Indonésia e Malásia. E, através de medidas estatísticas aplicadas aos fluxos e estoques de ativos financeiros, faremos uma tipologia dos padrões de integração financeira desses países entre 1990 e 2006. Em seguida, trabalharemos a hipótese de que a volatilidade das variáveis macroeconômicas desses países está associada ao padrão de inserção financeira. Ou seja, verificaremos se nos países com um pior padrão de integração financeira existe uma maior volatilidade das taxas de câmbio e de juros. Uma vez confirmada essa hipótese, analisaremos uma implicação direta dessa discussão que se refere ao grau de autonomia de política monetária.

Nesse sentido, três questões centrais serão colocadas nesse trabalho. São elas: a hierarquia de moedas, o perfil de integração financeira e a volatilidade das taxas de câmbio e de juros. Essas três questões estão ligadas em torno de um problema central que, a nosso ver, está associado a uma característica monetária do subdesenvolvimento. A raiz desse problema está na hierarquia das divisas internacionais, os fluxos de capitais financeiros internacionais formam seu canal de transmissão, e o efeito desse problema é a volatilidade das variáveis macroeconômicas como câmbio e juros.

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